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Todos direitos reservados para Escola Ratzinger  -  CNPJ 32.015.611/0001-08

Nasci em 1984, numa cidadezinha de Santa Catarina chamada Gravatal, rica de águas termais. Ali aprendi a devoção ao S. C. de Jesus de um exército de velhinhas de cabelos brancos e fitas vermelhas.

Minha família era nominalmente católica. Mas foi o testemunho do tio “Dal” (Luiz Gongaza de Assunção), que me conduziu de fato à vida da Igreja.

Cresci no meio de plantações de fumo. Comecei a estudar muito, pois sobre mim pesava a ameaça paterna de ganhar uma enxada no Natal caso não passasse direto na escola. Correndo da roça descobri minha primeira paixão: estudar. Deixou de ser imposição. Minha brincadeira predileta de criança se tornou minha segunda paixão, unida indissoluvelmente à primeira: ensinar.

Comecei a ser coroinha aos 7 anos sob os cuidados maternais de algumas religiosas espanholas das Carmelitas Missionárias Teresianas. Meu prazer era tocar o sino, servir à Santa Missa no Santuário e voltar para casa pensando e “pregando” para o nada pelas estradas de chão batido praticamente desertas.

Aos 13 anos – em 1997 – ingressei na Congregação dos Josefinos de Murialdo, em Orleans e, depois, em 1999, no Seminário Diocesano de Tubarão. Nesta casa de formação conheci, por meio da leitura da revista 30 Dias na Igreja e no mundo, um teólogo alemão que se tornou minha referência intelectual e espiritual: Joseph Ratzinger.

Cursei Bacharelado em Filosofia na cidade de Brusque (2005). Estava lá durante o conclave do qual saiu eleito Bento XVI. No Seminário Filosófico de Santa Catarina vivi esse momento tão eufórico (também pelo suspense feito pelo Cardeal Medina Estévez) e tão esperançoso da minha vida. Enquanto alguns choravam eu saltava de júbilo.

Depois fui designado como assistente de formação no Seminário N. Sra. de Fátima de Tubarão, onde havia vivido. Era 2006. Foi um ano de doloroso discernimento. Então descobri que o Senhor me chamava para uma outra vida. Depois de ter lido o livro-entrevista de Ratzinger com o jornalista Peter Seewald, O sal da terra,  fui confrontado com o fato de que não basta gostar de teologia para ser padre. Deixei o Seminário. 

Já se tinham passado 10 anos.

Fui tocado pelo amor ao ver o lindo sorriso – e, confesso, pelos brilhantes ombros bronzeados – de uma moça radiante chamada Renata. Ela trabalhava na Livraria Diocesana de Tubarão. Entre livros cresceu em nós este amor que vai durar a vida toda.

Em 2009 o Senhor deu paz ao meu coração. Soube, então, que estava no caminho certo. 

A Providência quis que eu fizesse Mestrado (2010) e Doutorado (2016) em Sociologia Política  na Universidade Federal de Santa Catarina, sob a supervisão de Carlos Eduardo Sell, mein doktorvater, meu amigo. Flertei com a Sociologia da Religião, mas acabei confirmando que estava vocacionado à Teologia.

Em 2011 fiz a coisa mais acertada da minha vida: casei-me com Renata na antiga capelinha de São Sebastião em Gravatal. O Senhor foi generoso para conosco e do nosso amor sacramentado já nasceram três crianças vivazes e saudáveis: Bento José, Lucas e Luísa.

Por duas vezes estive com Bento XVI no Vaticano. A primeira, no próprio Monastero Mater Ecclesiae (10 de abril de 2014). A segunda, nos jardins do Vaticano próximos à gruta de N. Sra. de Lourdes (02 de julho de 2018). Duas visitas, duas experiências realmente espirituais. O que disseram de S. João M. Vianney digo de Bento XVI: eu vi Deus num homem.

Hoje sou coordenador dos cursos de Filosofia e Teologia, do Núcleo de Fé, Razão e Cultura e da Pastoral Universitária da UNICATÓLICA de Quixadá.

E vivo para partilhar o que aprendi de Bento XVI sobre Cristo e a sua Igreja. Aí residem o meu dever e a minha salvação.